quinta-feira, 19 de setembro de 2019

IMPRENSA JOVEM EMEF LOURENÇO FILHO EM ENTREVISTA “SLAM DO RIVA”, DAS EMEFS PROF. RIVADÁVIA MARQUES JUNIOR E CLAUDIO MANOEL DA COSTA.





Laura Caroline – Boa tarde! Somos as alunas do grupo Imprensa jovem da EMEF Lourenço Filho e gostaríamos fazer algumas perguntas a vocês.

Prof. Dhiancarlo Miranda – Boa tarde, estamos a disposição.

Laura – Qual o nome do projeto, dos componentes do grupo e a escola que vocês fazem parte?

O projeto chama-se “Slam do Riva”,  e somos das EMEFs Professor Rivadávia Marques Junior e Claudio Manoel da Costa , Diretoria de Ensino  (DRE) São Mateus, meu nome é Dhiancarlo Miranda e esses são Ana Carolina, Sara, Mirela, Marina e Hiago.

Rayane -  O que é o Slam?

Prof. Dhiancarlo O Slam é uma batalha de poesias, que, no nosso caso, como acontece dentro da escola é uma batalha de poesia interclasses. Mas normalmente, todos os anos tem também a batalha de poesias interescolar. Temos participado também dessas atividades fora da escola. Mas, necessariamente a batalha de poesia é uma competição na qual o que está em jogo são as poesias. As regras são básicas, muito simples, mas o intuito é expressar aquilo que sente e que pensa sobre o mundo.

Laura – E como vocês decidiram trabalhar o slam?

Dhiancarlo – No nosso caso, na EMEF professor Rivadávia Marques Junior, surgiu da necessidade em trabalhar Direitos Humanos e, por conta disso colocamos esses assuntos em pauta,  eles foram construindo poemas e através dos poemas começaram a recitar e ai virou o Slam. No caso do Cláudio Manoel da Costa, que é a escola da Marina, o pessoal de lá começou a trabalhar desde o início com o professor Ricardo, que era um professor que já tinha um contato com o Slam, na verdade um amigo meu. Conhecendo o trabalho dele trouxemos para minha escola e desde então foi um sucesso.

Laura – E o que motivou vocês alunos a fazerem parte do Slam?

Ana Carolina – Eu acredito que por sermos adolescentes seja uma forma pra gente ter voz. Pra algumas pessoas é mais fácil, e acaba sendo até mais divertido, a gente acaba passando um pouco mais de expressão, entende?

Mirela – Pra mim começou com a necessidade de tirar as coisas de dentro pra fora, a ter alguma forma de me expressar, pra nada ficar guardado, de forma livre. Sem ter regras, de uma forma que você goste. Eu sempre gostei de escrever, então já me ajudou muito. Você pode escrever o que estava dentro de você preso há muito tempo, e colocar em um poema.

Laura – Então foi algo que te libertou?

Mirela – Sim!

Sara – Eu comecei a escrever devido ao projeto do Slam que o professor fez comigo, e depois disso, quando fui escrevendo fui descobrindo que e acabei gostando. Ajudou bastante, como ela já disse , quando você está mal coloca aquilo pra fora, saem poemas extremamente incríveis. Mas às vezes você não tem coragem de mostrar aquilo pro mundo. Mas é isso, uma forma de mostrar seus sentimentos naquele momento.

Higor – Eu escrevo poemas sobre racismo e sobre depressão, que pra mim são dois problemas que existem na sociedade, mas são deixados meio de lado. Pra mim o Slam é meu lugar de falar, é um lugar onde posso falar o que eu penso e que sei que vou se ouvido.

Marina – No meu caso, eu não era tão ligada a escrever, apenas lia muito, porque na leitura eu encontrava coisas que eu não tinha no mundo real. E ai o professor Ricardo começou com esse projeto do Slam de poesias e foi passando expressões pra gente ir escrevendo e tudo mais. De início eu escrevia sobre o que estava acontecendo, por exemplo, o racismo, o machismo. E depois de três anos escrevendo, eu comecei a escrever sobre o que eu passo sobre o que eu sinto que são coisas quede uns tempos pra cá eu não consigo falar, eu só consigo escrever. Então eu escrevo mais sobre depressão, sobre ansiedade, sobre o pessoal que eu vejo na rua, sobre coisas assim.

Rayane – Qual foi a maior dificuldade para implantação e continuidade do projeto?

Dhiancarlo – Tudo tem muito a ver com a organização dentro da escola. A gente tem um problema sério que é o espaço, o tempo pra fazer esse trabalho, pois o projeto é da sala de leitura, acho que lá no Cláudio Manoel Costa também acontece algo parecido, a gente tem a estrutura da sala de leitura sendo utilizada pra isso, porém às vezes isso não é possível por uma série de fatores. Temos problemas com a estrutura física e contratempos que ocorrem em função do acumulo de atividades. E o que dá muita vasão pra que a coisa continue é a colaboração dos próprios alunos, sem eles a coisa não aconteceria.

Rayane – Como vocês e sentem enquanto recitam os poemas?

Ana Carolina – Tensa, eu me sinto tensa.

Sara – Nervosa e ansiosa.

Mirela – Eu me sinto aliviada, e com medo também. Porque dependendo da pessoa, se ela escrever o que ela sente tem um medo do preconceito que alguém pode ter. Mas me sinto aliviada, porque escrevo o que realmente estou sentindo.

Laura – Gostaríamos de agradecer a disposição de vocês em conversar conosco sobre esse trabalho maravilhoso. Parabéns! Que vocês possam contagiar mais e mais alunos e adolescentes com esse trabalho.



Confira as fotos do evento em :


https://drive.google.com/drive/folders/1IsiIaAPUgzU8mjXTiMTqhkf35yzg-Djv




IMPRENSA JOVEM EMEF LOURENÇO FILHO EM ENTREVISTA COM O SR. ROGÉRIO SOTTILLI, DIRETOR EXECUTIVO DO INSTITUTO VLADIMIR HERZOG



      

Matéria produzida pela equipe de Imprensa Jovem da EMEF Lourenço Filho


Rayane Fabris – Boa tarde! Somos os alunos do grupo Imprensa jovem da EMEF Lourenço Filho e gostaríamos de conversar um pouco com o Sr. sobre o trabalho desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, seria possível?

Sr. Rogério Sottilli – Seria um prazer.

Rayane – Como surgiu o Instituto o qual vocês fazem parte?

Sr. Rogério Sottilli –  O Instituto surgiu a dez anos atrás, por iniciativa da família do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975, depois de ser barbaramente torturado no DOI-CODI. Ele morreu porque defendia a liberdade de expressão, defendia os direitos humanos, defendia uma educação de qualidade, a cultura, e porque ele era um importante jornalista. Quiseram cala-lo e o mataram.

A família e os amigos de Vladimir Herzog resolveram criar o Instituto para defender o legado dele, a história dele, e ajudar a dar continuidade no motivo pelo qual ele morreu, que era lutar pelos direitos humanos e pela liberdade de expressão. Então o Instituto nasce desta forma.

Hoje o Instituto trabalha com três eixos estratégicos. Um deles é a educação em direitos humanos, que é trabalhar com educação na perspectiva de mudar a cultura de violência que existe no país. Acreditamos que o Brasil é um país muito violento, ele é um país que tem uma cultura de violência e que a violência é naturalizada. Nós precisamos trabalhar muito com educação para que possamos mudar essa cultura.

Então nós temos três projetos de educação: o Respeitar é Preciso, que está em toda a rede de ensino municipal de São Paulo, estamos levando ele pra Pernambuco também, e queremos levar para outros lugares; Temos também um outro projeto chamado Usina de Valores, que trabalha com comunicação não formal, com públicos evangélicos, com grupos de comunicadores periféricos, porque acreditamos que são dois lugares, que são a potência para disseminar valores dos direitos humanos, respeito, solidariedade. Esse é o projeto. E temos um outro que é um curso de especialização em direitos humanos.

Outro eixo é o de liberdade de expressão jornalística, onde temos dois prêmios: o “Prêmio Vladimir Herzog”, prêmio mais importante do jornalismo do Brasil e o outro “Jovens Jornalistas”, onde estudantes jornalistas apresentam uma pauta, onde assim se é escolhido. Temos uma rede de proteção a jornalistas e comunicadores ameaçados de morte.

Sabiam que o Brasil é o país que mais mata os jornalistas e comunicadores no mundo, fora os países de zona de guerra? É uma barbaridade!

Acreditamos que temos que trabalhar nisso, porque o Vladimir morreu porque era jornalista.

Temos um outro eixo que é o de liberdade, de direito a memória, verdade e justiça. Acreditamos que a cultura de violência que tem no país, é porque no Brasil nunca se fez justiça. Na época do descobrimento do Brasil promoveram um genocídio indígena, mataram muitos índios, e ninguém foi responsabilizado por isso. Ao contrário, deram nomes de estradas, de ruas, de escolas desses grandes assassinos de índios.

O Brasil tem mais de três séculos de escravidão, e também não foi feita justiça nenhuma. Os grandes escravocratas, os que promoveram a chacina de índios, foram homenageados com estradas, escolas, e assim por diante. E a ditadura militar também, promoveram assassinatos, torturas, o que tem de pior, e eles são premiados.

O atual presidente da República diz que o maior orgulho dele é o maior torturador do Brasil que é o Brilhante Ustra. Esses dias, o presidente da República fez uma homenagem ao maior assassino do Chile que foi o Pinochet. Assim, se você tem um presidente da República que se sente à vontade para homenagear torturadores, assassinos, imagina a sinalização que eles passam as outras pessoas: que tudo pode nesse país, que nunca vai acontecer justiça nenhuma que ninguém vai ser responsabilizado, e ninguém vai ser preso por isso.

Então nós queremos trabalhar nisso, nós queremos responsabilizar e fazer justiça. Torturador, assassino, violência do estado tem que ser criminalizados, e tem que pagar na justiça penal. Ser responsabilizado por isso.

Esse é o instituto Vladimir Herzog.

Rayane - E como caminham juntos o Instituto e o projeto Respeitar é Preciso?

Sr. Rogério Sottilli – Esse projeto foi pensado e desenvolvido originalmente pelo Instituto Vladimir Herzog. Mas acreditamos que ele só será eficaz quando esse projeto for incorporado pela Secretaria de Educação. Não pode ser um projeto do Instituto para São Paulo. A Secretaria de Educação tem que acreditar nisso. O Instituto discutiu muito com a Secretaria, com os professores, fez as adequações, para que isso seja incorporado pela educação de São Paulo. E nós ajudamos com tudo: verbalização de eventos como esse, metodologia com os cursos, e assim por diante. Nós respeitamos muito essa parceria. Esse projeto não existe só com o Instituto Vladimir Herzog, só vai existir se essa parceria entre a educação e Instituto existirem efetivamente. E São Paulo está muito bonito por causa disso.

IMPRENSA JOVEM EMEF LOURENÇO FILHO EM BREVE ENTREVISTA COM O EDUCADOR MARIO SÉRGIO CORTELLA




Julia Ferreira - Boa tarde! Somos alunas do grupo Imprensa jovem da EMEF Lourenço Filho você poderia nos conceder um minuto de atenção para umas duas perguntinhas?

Cortella – Claro será um prazer poder conversar um pouco com alunas tão atenciosas e dedicadas.

Julia Ferreira – Bem, seu currículo, sua formação, sua competência já é invejável e de conhecimento de todos, pra falar a verdade gostaria de deixar registrado o nosso imenso prazer em poder conhecê-lo e fazer algumas perguntas.

É de nosso conhecimento que o senhor é filosofo escritor e professor universitário com Mestrado e Doutorado em Educação pela PUC-SP, ex-secretário Municipal de Educação e Assessor Especial do Prof. Paulo Freire e quando estávamos lendo a respeito descobrimos que o senhor foi quase um monge é verdade?

Cortella – Nossa! Vocês conhecem bastante de mim, risos.

Sim, eu fui quando tinha 17, 18 anos. Minha família é de tradição católica, então eu quis fazer uma experiência religiosa que fosse mais séria, de não apenas ir a uma igreja, etc. E quando eu entrei na universidade, fui fazer filosofia, no mesmo ano em que entrei eu fui para um convento da Ordem Carmelita Descalça, que é uma Ordem religiosa católica e fiquei três anos na clausura, que é quando você fica fechado, trabalhando, estudando e etc. Depois de três anos eu achei que eu queria era a docência, ser professor. Então deixei a vida religiosa católica e fui embora pro mundo.

Julia Ferreira –  O que eu ia perguntar era realmente isso, o que te motivou a sair dessa Ordem?

Cortella –  Eu achei que a experiência já estava feita, eu já não precisava mais ficar lá para ter aquilo que eu queria, que era entender melhor o que era a religião. E a entrar foi realmente esse desejo e ai fui para a docência e faz 45 anos que sou professor.
Rayane Fabris – E essa caminhada esta firme?

Cortella – Nossa! Quebrei o joelho, mas estou caminhando! (risos)

Rayane Fabris – Nós gostaríamos agora que você deixasse uma mensagem a todos os professores e profissionais que participam do projeto “Respeitar é preciso”.

Cortella – Olha só heim! Respeitar é preciso é uma das coisas que faz com brilhante alegria,  que a gente tenha coragem de fazer o que tem que ser feito e a gente quando repousa em algum momento, seja capaz de repousar em paz e a paz não vem sem a gente ficar sem nenhum problema em volta, mas da gente ser capaz de enfrentar os problemas que nos cercam. Por isso é bom demais respeitar e é preciso.



            










 

quinta-feira, 30 de maio de 2019

AEL "ILAN BRENMAN" EM APRESENTAÇÃO NO CÉU JAÇANÃ


ALUNOS DA EMEF LOURENÇO FILHO PARTICIPAM DA ABERTURA DO SHOW DE CHICO SALEM EM VIRADA CULTURAL NO CÉU JAÇANà


Evento contou com a integração dos grupos da AEL Ilan Brenman, Imprensa Jovem e o cantor Chico Salem.

Matéria produzida pela equipe de Imprensa Jovem da EMEF Lourenço Filho

No dia, 18 de maio, os alunos da Academia Estudantil de Letras (AEL) Ilan Brenman da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Lourenço Filho, da Diretoria Regional Jaçanã Tremembé (DRE JT), participaram do show de abertura da Virada Cultural, Céu Jaçanã com um esquete “Sketch” de nome “A carta”.

O evento contou com uma encenação rápida, porém cômica, onde os atores demonstraram grande capacidade de improvisação e encantaram a plateia.

O multi-instrumentista, cantor, compositor e produtor musical Chico Salem encontrava-se presente e prestigiou a encenação.

O evento partiu de um projeto de Protagonismo Cultural das escolas, no Sarau do CEU Jaçanã, proposto em uma articulação entre DICEU/CEU/Supervisão/Escolas, onde um sábado por mês, os grupos de arte e protagonismo juvenil das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) estariam se apresentando. A data do mês de maio culminou com o evento da Virada Cultural e os alunos foram convidados a abrir o show do cantor Chico Salem.

Ao chegarem ao local os alunos foram recebidos com muita alegria pelo Supervisor da Secretaria Municipal de Educação (SME), da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Jaçanã Tremembé (JT), Jamir Candido Nogueira, que em conversa com as professoras Newci Sanches Prado, coordenadora de estudos literários e Regimara Afonso de Oliveira Degilio Mufalo, coordenadora de atividades teatrais do projeto AEL (Academia Estudantil de Letras) da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Lourenço Filho explanou o roteiro da atividade, comentando ainda que o cantor gostaria de um “bate-papo” com os alunos e plateia presente, após a encenação e anteriormente ao show.

Os alunos adentraram ao palco e encantaram a todos com sutileza, elegância, carisma e competência, provocando gargalhadas aos presentes.

Logo após o Sr. Jamir, já mencionado anteriormente agradeceu aos atores, enobrecendo o trabalho, comentando e demonstrando imensa satisfação, convidando então o canto Chico Salem a sentar-se no palco e dar continuidade ao evento.

Com imensa simpatia o músico fez uma breve apresentação e deu por aberto os debates a todos os presentes.

Para inicio de conversa o Sr. Marcelo Rodrigues de Lima, professor de história da rede estadual, mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), músico de uma banda autoral de rock brasileiro, chamada “o Mandruvá” pediu a palavra e questionou Chico Salem acerca de quais seriam as diferenças e vivências dele em relação a ser um músico autoral e cantor, tentando uma carreira solo e sendo um músico baterista de um artista conhecido. O musico sorriu e afirmou “gosto de fazer as duas coisas, creio que elas se completam, penso que todos nós músicos deveríamos passar por ambas as situações. Aprendi e ainda aprendo muito”.

Em sequencia o integrante da plateia Rudá Oliveira Lima, um menino de 10 anos que estava eufórico participando do debate, que se questionou o artista em “Como você conheceu o Arnaldo Antunes? E qual seria o instrumento que você mais gosta de tocar?” e o mesmo sempre com uma alegria e brilho no olhar respondeu. Bem, “conheci o Arnaldo há 20 anos quando ele precisou de um guitarrista e eu, estava no local certo e na hora certa. A princípio ele gostou do meu trabalho e eu fazia algumas apresentações com ele como freelance, posteriormente o Arnaldo substituiu os músicos de sua banda pelos substitutos e sorriu. Bem com relação a instrumentos toco diversos como baixo, violão, guitarra, cavaquinho, porém o meu fiel amigo mesmo é o violão”.

Em seguida a Sra. Newci Sanches Prado, professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) “Lourenço Filho” questionou o cantor sobre, o que o levou a buscar o meio artístico e quais as suas principais dificuldades no decorrer da carreira. Chico, com o semblante sereno e simpatia comentou. “Bem, eu nasci em um ambiente de artistas, vivi isso desde muito cedo, muita música boa e isso me contagiou desde cedo. No ambiente escolar em que estive também havia diversas atividades que favoreciam o desenvolvimento do gosto pela boa música. Bem aí eu me contagiei e estou aqui até hoje. Não posso dizer que tudo sempre foi fácil, é um meio onde as dificuldades e adversidades aparecem a cada dia, porém a persistência e o amor pela arte nos animam a continuar e buscar sempre novos caminhos”.

O bate papo continuou e o músico falou muito sobre sua carreira onde os educandos puderam conhecer um multi-instrumentista, cantor, compositor, produtor musical que fez parceria com Arnaldo Antunes em diversas composições e shows pelo Brasil e pelo mundo. Conhecido também como guitarrista na banda do ex-Titãs, já subiu ao palco com artistas como Luiz Melodia, Marina Lima, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Elza Soares, Zeca Baleiro, Emicida, Adriana Calcanhoto, Nando Reis, Branco Mello, Erasmo Carlos, entre outros. Iniciou sua carreira solo em 2002 e agora lança um segundo trabalho, Maior ou Igual a Dois, repleto de parcerias.

Ao finalizar o bate-papo com os alunos e plateia Chico Salem agradeceu e deixou sua mensagem de carinho e motivação aos alunos da EMEF Lourenço Filho: “Gostaria imensamente de agradecer a vocês a oportunidade de estar aqui e poder conversar um pouco sobre sonhos, carreira, trabalho e conquista. Que vocês possam acreditar muito em vocês pude perceber que existe um trabalho maravilhoso e estão sendo incentivados a buscar na arte um mecanismo de projeção e crescimento pessoal e enquanto pessoas. Nunca desistam daquilo que desejam, busquem, sonhem, trabalhem e conquistem. Tenho certeza de que vocês alcançarão o sucesso. O meu muito obrigado!”.

Dando sequencia na apresentação o Sr. Jamir agradeceu ao músico e aos alunos da EMEF Lourenço Filho, explanou sobre o trabalho da Secretaria Municipal de Educação (SME) em incentivar a cultura, os projetos, o protagonismo juvenil e de quanto isso vem crescendo na rede e consequentemente o quanto nossos alunos vêm aprendendo e tendo oportunidades de participar dessas ações e traçarem seus caminhos, sendo preparados para serem cidadãos conscientes, críticos e participativos.

O músico pediu licença e se retirou preparando-se para a apresentação. Algum tempo depois retorna com sua banda e apresenta o show “Chico Salem apresenta Raul Vivo”.

Nesse intervalo os alunos do projeto “imprensa jovem” da EMEF Lourenço Filho aproveitaram a oportunidade pediram licença para entrevistar o Sr. Jamir Candido Nogueira, Supervisor da Secretaria Municipal de Educação (SME), da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Jaçanã Tremembé (JT) como segue na íntegra.

Imprensa jovem: Boa noite Sr. Jamir. Poderíamos conversar um pouco sobre a organização do evento e as suas observações a respeito?

Prontamente o supervisor concordou.

Imprensa jovem: Como surgiu a ideia do evento "projeto de Protagonismo Cultural das escolas, sarau no CEU Jaçanã"?
Sr. Jamir: No final de 2017, quatro Supervisores da DRE-JT (Diretoria Regional de Educação) foram ao lançamento do livro de poesias autorais escritas pelos estudantes do VOPO – Vozes Poéticas, projeto da EMEF Paulo Carneiro e estudantes do AMOR – Arte, Movimento e Rebeldia, projeto da EMEF Marechal Rondon.
O lançamento foi numa Biblioteca Municipal na Freguesia do Ó e foi editado pela Editora dos Poetas do Tietê.
Nós, supervisores da DRE-JT percebíamos que em muitas das nossas EMEF havia excelentes projetos de Protagonismo Cultural dos adolescentes e que mereciam ganhar visibilidade e incentivar outras Unidades a montarem seus projetos...
Daí a ideia de resgatar o Sarau do CEU Jaçanã, com outra base...

Imprensa jovem: Há quanto tempo esse projeto existe?
Sr. Jamir: Desde março de 2018, uma vez por mês, no Teatro do CEU.

Imprensa jovem: Com o passar do tempo o que você tem notado com relação ao "protagonismo juvenil" que vem acontecendo nas escolas municipais? Tanto em espaços da própria unidade escolar, quanto externos. 
Sr. Jamir: Houve o surgimento de novos projetos e alguns que já existiam passaram a ser melhor “percebidos” e valorizados.
Vários deles já foram levados para outras instâncias: Fórum de Educação Integral, Secretaria Municipal de Educação, Secr. De Cultura, concursos de SLAMs de poesia, Casarão da Vila Guilherme, Fórum Cena Norte de Cultura, bibliotecas municipais, Saraus pela cidade, outras escolas em outras regiões.

Imprensa jovem: Quais as contribuições desse projeto para a formação dos educandos?
Sr. Jamir: Todas as linguagens artísticas fazem parte da formação do ser humano. A expressão da arte em si já bastaria. Mas, além disso, uma esquete teatral exige leitura, pesquisa, conhecimento. A escrita de uma poesia requer exercitação prática e criação de possibilidades inspirativas. A música/dança exige sensibilidade, conhecimento corporal, conhecimento matemático... Literatura exige conhecimento em várias áreas para a escrita... E assim vai com a fotografia, pintura, escultura, enfim, com todas as linguagens...

 Imprensa jovem: A oportunidade dos alunos efetuarem a apresentação de abertura do show do cantor Chico Salem, já era prevista? Caso afirmativo ou negativo, qual foi a sua recepção quando constatado o fato?
Sr. Jamir: Como é um projeto que envolve a Supervisão, a DICEU (Divisão do CEU e Educação Integral), CEU e as escolas, fazemos um calendário no inicio do ano.
A data de 18.05 já era prevista para o Sarau de Maio e quando veio à notícia de que haveria um show da Virada Cultural, nós propusemos para o CEU que consultasse o artista se ele permitiria uma apresentação de abertura com estudantes.
Houve autorização, apenas os horários tiveram que ser ajustados.

 Imprensa jovem: E o cantor? De quem partiu a ideia de um "bate papo" junto aos alunos após a encenação e pré-show do mesmo.
Sr. Jamir: O bate papo foi proposto pela produção do artista. Apenas sugerimos que ele assistisse a apresentação dos estudantes.

 Imprensa jovem: Qual o seu sentimento com relação a esquete apresentada pelos alunos da EMEF Lourenço Filho, AEL Ilan Brenman? 
Sr. Jamir: Muita satisfação de ver nossos estudantes mostrando suas formas de expressão. No caso, a partir da Academia Estudantil de Letras, o contato com os textos e sua expressão  cênica prova o tanto de conhecimento que foi mobilizado com intencionalidade pelos professores em contato com os participantes da AEL.

 Imprensa jovem: Você já conhecia o projeto AEL? Já havia participado de algum evento relativo ao mesmo?
Sr. Jamir: O projeto AEL já conhecia, pois fui supervisor na DRE-Penha, onde ele nasceu.

 Imprensa jovem: A apresentação foi satisfatória? 
Sr. Jamir: Sim. Muito. Eles foram ótimos. Quero ver mais!!!

 Imprensa jovem: Como você definiria esse momento?
Satisfação. A Educação resistirá a todos os ataques que vem sofrendo. Escola é lugar de pensamento, de conhecimento.
Sr. Jamir: Não é lugar de mordaça, silenciamento, tristeza...

 Imprensa jovem: O que você acredita que seja importante para que momentos como esses sejam oferecidos e bem aproveitados por todos?
Sr. Jamir: Fazermos mais e mais disso. Criarmos projetos de conhecimento para o pensamento, a expressão corporal, a criatividade. O ser humano é integral. Criarmos espaços para que esta Educação apareça para outros jovens, para os educadores e para a comunidade.
A Educação transforma.

 Imprensa jovem: Sr. Jamir obrigada pela entrevista e a oportunidade de participar de uma ação tão gratificante. Em nome da EMEF Lourenço Filho lhe agradecemos e, quando tiverem mais oportunidades podem nos convidar que faremos questão de estarmos presentes. 

Em sequencia as luzes se apagam e Chico Salem adentra o palco envolvendo a todos os presentes em uma energia contagiante e alegre. Alunos, professores, gestão e plateia levantam e interagiram junto ao artista.
“Professora eu não conhecia esse artista e de verdade? Achei que não conhecesse o Raul Seixas também, mas quando ele começou a cantar, nossa eu fui me envolvendo, envolvendo e quando vi estava pulando e cantando junto. Foi muito bom!”, afirma a aluna do 8ºano Julia Ramos Ferreira, integrante do projeto AEL (Academia Estudantil de Letras “Ilan Brenman”).
Já aluna Rayane Gabrielle de Oliveira Fabris também aluna do 8ºano e integrante do projeto afirmou “professora foi a primeira apresentação que fiz, eu estava muito nervosa, você não tem noção do quanto, mas eu posso dizer uma coisa: Nunca mais vou querer sair desse projeto, eu adorei!.”
Ao colhermos esses depoimentos chegamos a conclusão de que a educação vale a pena e como já dizia Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, não temos a menor dúvida com relação a isso.
Para finalizar nossa matéria deixamos aqui um comentário da Sra. Maria Roselei Neres Negro, diretora da EMEF Lourenço Filho acerca do evento.
“O nosso agradecimento a Secretaria Municipal de Educação (SME)e a oportunidade de nossos alunos mostrarem seu aprendizado. Satisfação por ver que a cada dia o protagonismo juvenil tem ocupado seu espaço na educação e na sociedade e que a EMEF Lourenço Filho faz parte desse processo”.

Confira a galeria de fotos em:

AEL "Ilan Brenman", EMEF Lourenço Filho prestigia comemoração do dia mundial do livro na EMEF Enéas Carvalho de Aguiar

O evento contou com a participação dos alunos da AEL “Ilan Brenman”, do grupo “Slam da Norte”, das equipes de Imprensa jovem das duas escolas, educadores e educandos da unidade.

Matéria produzida pela equipe de Imprensa Jovem da EMEF Lourenço Filho

Nessa última terça-feira, 23 de abril, os alunos a Academia Estudantil de Letras “Ilan Brenman” da EMEF Lourenço Filho, prestigiaram as comemorações do Dia Mundial do Livro, na EMEF Enéas Carvalho de Aguiar com encenações, apresentações dos amigos literários e ainda participando de uma oficina de slam junto ao grupo “Slam da Norte”.

A ação partiu de um convite da gestão escolar em promover a integração entre os educandos e alunos protagonistas e despertar o interesse pela literatura de forma prazerosa e muitas vezes lúdica, um dos objetivos do projeto AEL.

Segundo a professora Talita, POSL da unidade, a ideia surgiu após diversos debates entre os educadores para que os livros oferecidos pela PMSP, do programa “Minha biblioteca” fossem mais explorados e que pudessem ser bem aproveitados, não de forma impositiva e sim despertando o gosto e prazer pela leitura. Planejaram então uma ação que tornasse esse momento especial e nada melhor do que o “Dia Mundial do Livro – 23 de abril” para esse cenário. Nesse contexto, pensamos em buscar atividades que dialogassem com a idade deles e as ideias foram surgindo, afirma a professora. Nas três semanas anteriores a ação, os alunos puderam conhecer os títulos, separa-los por categoria e ainda confeccionaram marcadores de livros que foram oferecidos no dia.

Já na EMEF Lourenço Filho, durante o planejamento das ações para essa data, foram propostas discussões acerca da valorização do livro enquanto contribuição para o imaginário da população de todo o mundo e o direito a leitura como bem cultural essencial para a formação cidadã e desenvolvimento humano.

Na data em questão ao chegarem ao Enéas, os alunos foram recebidos com muito carinho por professores e alguns alunos do 9ºano e apresentados ao espaço escolar, sendo conduzidos a uma ampla sala onde aconteceria a primeira apresentação.

Nesse ambiente efetuaram uma interação com esse grupo e professoras POSL Tatiana e Ana Paula, apresentando os objetivos do projeto, bem como depoimentos acerca de suas experiências, reforçando o protagonismo, a reflexão e as atividades pedagógicas motivadoras, lúdicas e contagiantes.

Após esse momento, as salas de 9ºano foram convidadas a assistir as apresentações.


A coordenadora de estudos literários professora Newci Sanches Prado iniciou esse momento, falando um pouco sobre o projeto, bem como a trajetória da escola nesse processo ao longo dos três anos anteriores a sua fundação, ocorrida em 12/11/2018.

Em seguida, foi a vez do acadêmico João Pedro, com seu amigo literário o patrono Ilan Brenman se apresentar, chamando em seguida seus parceiros de academia, Gustavo, como Ziraldo, Alexandra, como Eva Furnari e Nycoli como Eleanor H Potter. Os alunos do 9ºano da instituição se encantaram ao ouvirem alunos de 5ºs e 6ºs anos dialogando sobre seus amigos literários de forma tão tranquila e prazerosa.

Em seguida os alunos Maria Carolina, membro vitalício do projeto, Eduardo Gouvea, Levy e Gabriele Belasco, acadêmicos do ano letivo, apresentaram uma adaptação de um conto de Machado de Assis, “contos partidos de amor”. 


             

Após a apresentação os alunos foram conduzidos a um espaço maior e convidados a participar de uma oficina de slam, oferecida pelo grupo “Slam na Norte”. Nesse espaço o grupo efetuou um bate papo com os educandos acerca do movimento slam, conceitos, objetivos, interesse por poesias, músicas e atividades culturais e ao final propuseram uma “batalha de slams”. 

Em continuidade as atividades os alunos reapresentaram a atividade para os alunos dos 6ºs e 7ºs anos. 

 Ao término das atividades, os alunos da imprensa jovem das duas unidades trocaram informações e observações acerca do evento.

 “Eu nunca vou me esquecer desses momentos, o AEL mudou a minha vida! Mesmo estudando em outra escola eu nunca vou deixar de participar.”, afirma a aluna Maria Carolina, agora membro vitalício do projeto.

Que experiência maravilhosa! Protagonismo juvenil realmente acontecendo. Adoramos essa experiência. Precisamos marcar novos encontros, trocas de experiências e informações entre nossos alunos”, comentou a coordenadora pedagógica Edilva.

Podemos definir esse momento como uma experiência única e inigualável que com certeza ficarão guardados na memória e no coração de muitos.

Veja a galeria de fotos em:

https://photos.app.goo.gl/JhiZb5WipGkx7SHd8

Materia publicada em https://bit.ly/2W9sCMA






 

 

 

 

 

 

 

 



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

INAUGURAÇÃO DO ELEVADOR UBS - JAÇANÃ


Matéria produzida pela equipe de Imprensa Jovem da EMEF Lourenço Filho

No dia 29 de Setembro, foi realizado a cerimônia de Inauguração do Elevador da UBS do Jaçanã,  comandada pelo 
Sr. Edson Fiori, que agradeceu sempre pela parceria dos Conselheiros da UBS  desde que esta era Estadual até ela se tornar uma UBS Municipal, sempre batalhando pela questão da acessibilidade da mesma. Estavam presentes autoridades como o Sr. Alexandre Baptista Pires – Prefeito Regional de Jaçanã/Tremembé, o Vereador Aníbal de Freitas, entre outros.  
Na sequência, a fita do elevador foi cortada  pelo prefeito Sr. Alexandre, Sr. José Mauro e pelo Vereador Sr. Aníbal,e simbolicamente ele foi inaugurado.

Ainda em comemoração à essa Inauguração estavam presentes a Banda da Guarda Civil Metropolitana que deu início à celebração com o Hino Nacional Brasileiro, a Banda Marcial da EMEF Lourenço Filho, com o seu regente Profº Antônio Carlos que realizaram uma bonita apresentação com várias músicas de seu repertório, representantes da Direção da EMEF Lourenço Filho e toda a comunidade local.

















Equipe do Projeto Imprensa Jovem: Ana Giulia Rodrigues - 4ºA, Geovane Alves - 4ºA, Thifany Marin - 4ºA, Vinicius Gabriel - 4ºA; Iago Marucci - 4ºB, Kauê Bagatelli - 4ºB, Jenifer Marin - 4ºC, Samantha de Souza, 5ºA. Profª Daniela


Confira o Álbum de fotos.

ALUNOS DA EMEF LOURENÇO FILHO “AEL ILAN BRENMAN” PARTICIPAM DA 11ª SEMANA DE ESTUDO E LEITURA “THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO”

  O evento contou com a participação dos alunos da AEL “Ilan Brenman” e da equipe do Imprensa jovem “Lourenço em Destaque”, dos professores ...